Maximiano Campos

Maximiano Campos nasceu em 1941, no Recife. Ele foi, mais que integrante, foi um dos luminares da Geração de 65, formada por poetas e romancistas de Pernambuco. Seus romances e contos mereceram o aplauso de Ariano Suassuna, cujo rigor faz com que seu endosso a obras literárias seja sempre escasso. Não foi à toa que Maximiano Campos entrou no restrito rol dos elogiados pelo mestre.

Projeto A obra de Maximiano Campos, pernambucana e nordestina em sua essência, é certamente brasileira e universal em sua dimensão, no entanto, acaba correndo o risco de ficar restrita a um âmbito limitado. Para corrigir a injustiça, surgiu o projeto de reunir o conjunto de obra literária desse intelectual inquieto e criativo, que, em seus escassos 57 anos de vida, acumulou uma formidável bagagem de atividades significativas na vida cultural de Pernambuco.

Luta - O lançamento da obra completa de Maximiano Campos e do seu catálogo iconográfico e biográfico significa a continuação da luta do escritor, que acreditava ser preciso resistir contra uma globalização sem justiça social ("Vencer é a própria capacidade de resistir"). Para ele, escrever era se rebelar contra as dores e as injustiças do mundo.

Obras - As obras: Sem Lei nem Rei (romance); As Emboscadas da Sorte (contos); As Sentenças do Tempo (contos); As Feras Mortas (contos); A Loucura Imaginosa (novela); O Major Façanha (novela); A Memória Revoltada (novela); O Lavrador do Tempo (poesia); Cartas aos Amigos (ensaios); Do Amor e Outras Loucuras (poesia) e Os Cassacos (novela) compõem, na área da ficção, um expressivo mural da vida nordestina, ou melhor, da vida humana, através deste pedaço de Brasil que é o Nordeste.